Paciente com câncer raro enfrenta dificuldades para realizar tratamento em Itabuna

Paciente com câncer raro enfrenta dificuldades para realizar tratamento em Itabuna

A auxiliar administrativa Alessandra Bonfim Nascimento, moradora de Itabuna, no sul da Bahia, descobriu um tumor neuroindócrino, alojado no pulmão, em abril de 2022. Um ano após o diagnóstico de câncer, Alessandra relata ter tido o tratamento, fornecido pelo governo do estado, interrompido.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que realizou a aquisição do medicamento que faz parte do tratamento de Alessandra, mas houve atraso na entrega por parte do fornecedor, o que teria causado a interrupção.

A medicação, receitada pelo oncologista que acompanha a paciente, não é convencional e por isso não é disponibilizada pelo Serviço Único de Saúde (SUS). O medicamento é a Lanreotida, que varia de R$ 4 mil a R$ 5 mil, valor que Alessandra não possui recursos financeiros para arcar.

Alessandra entrou com um pedido na Justiça que concedeu uma liminar determinando que o Governo da Bahia disponibilizasse o tratamento, mediante bloqueio de verbas em caso de descumprimento.

O tratamento foi iniciado em março deste ano, entretanto, ela alega que só teve acesso a uma única dose do medicamento.

”Quando eu voltei em abril, para tomar a segunda dose, o hospital alegou não ter chegado. Me causa muita tristeza, sofrimento e revolta. Eu só quero poder fazer o tratamento devido”, desabafou Alessandra.

 

Paciente de câncer na BA aguarda tratamento um ano após diagnóstico  — Foto: TV Santa Cruz

Paciente de câncer na BA aguarda tratamento um ano após diagnóstico — Foto: TV Santa Cruz

Durante o período de um ano, o câncer que atinge Alessandra sofreu uma metástase – nome dado para quando uma célula cancerígena se espalha para outras partes do organismo – e atingiu o fígado da paciente.

Além disso, a auxiliar administrativa relata que o último exame, realizado no dia quatro deste mês, apontou crescimento dos tumores. Com a evolução da doença, Alessandra passou a sentir fortes dores.

”As dores têm me preocupado bastante, têm sido muito fortes”, relatou a paciente.

 

A Sesab afirmou ainda que após a realização da entrega, a medicação deve ser encaminhada para o tratamento de Alessandra.

Tomografia realizada em Alessandra que constatou o câncer no pulmão  — Foto: TV Santa Cruz

Tomografia realizada em Alessandra que constatou o câncer no pulmão — Foto: TV Santa Cruz