Por g1 BA e TV Santa Cruz

Gatos são encontrados mortos em Teixeira de Freitas

Gatos são encontrados mortos em Teixeira de Freitas

Seis gatos do projeto União Protetora de Animais Carentes (UPAC), em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foram encontrados mortos neste mês de janeiro. A Polícia Civil da cidade investiga o caso, já que testemunhas revelaram que os animais apresentaram sinais de envenenamento.

Os gatos foram achados na parte externa do abrigo, já que a área é aberta e permite que os animais possam sair e voltar ao local. Quatro pessoas foram ouvidas.

”Os vizinhos mais próximos, das casas que têm contato com o abrigo, foram ouvidos. Tivemos informações, algumas relevantes, para chegar no autor do crime. Como não têm câmeras no local, os depoimentos são fundamentais. Outras pessoas serão intimadas”, detalhou o policial Marcos Dal Bello.

O policial ressaltou que a pena para quem mata animais domésticos é de cinco anos.

”Por mais que a vizinhança se incomode, não pode envenenar e matar os animais. É uma situação absurda”, disse.

 

A protetora de animais Ketylla Pereira, foi quem encontrou os gatos mortos. Ela detalhou que os óbitos ocorreram em dias distintos.

”Eu vinha pela parte da tarde fazer a limpeza e quase sempre encontrava eles mortos. Não sabia nem qual reação esboçar”, disse.

 

O abrigo cuida de 130 gatos e 13 cães com o apoio de doações da população.  — Foto: TV Santa Cruz

O abrigo cuida de 130 gatos e 13 cães com o apoio de doações da população. — Foto: TV Santa Cruz

O abrigo cuida de 130 gatos e 13 cães com o apoio de doações da população. Cassiana Delissi, presidente da UPAC, trabalha no projeto há 15 anos. Segundo ela, foi a primeira vez que se deparou com esse tipo de caso.

”Tem muito tempo que cuidamos desses animais e nunca aconteceu uma chacina dessa. Nós ficamos preocupadas com os outros, eles ficam soltos e durante a noite a gente prende para eles dormirem”, contou.

Cassiana revelou tristeza e impotência após a morte dos gatos.

”Quando eles chegam [no abrigo] é uma situação muito crítica. Para eles ficarem saudáveis temos muito trabalho e despesas com medicamentos, veterinários, tempo de dedicação. E em uma questão de segundos alguém tira a vida deles”, lamentou.

 

Animais que fazem parte do abrigo e estão vivos — Foto: TV Santa Cruz

Animais que fazem parte do abrigo e estão vivos — Foto: TV Santa Cruz