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:: 12/fev/2023 . 13:55

Prefeito confere obra de contenção no Alto do Amparo e requalificação da Praça da Maramata emenda da Deputada Federal Lídice da Mata

alto do amparo

O prefeito Mário Alexandre checou na última sexta-feira (10) os serviços em andamento nos bairros Malhado e Pontal. Acompanhado de vereadores e equipe técnica, o gestor visitou as obras de contenção da Encosta Dois de Julho, no Alto do Amparo, e destacou a importância da intervenção para a comunidade local. O investimento soma recursos na ordem de R$ 3,4 milhões, com extensão de aproximadamente 110 metros.

“Graças a Deus eu tenho a oportunidade de estar hoje como prefeito para buscar recursos e executar um serviço tão aguardado pela comunidade do Amparo. Fico emocionado em poder realizar essa obra que devolve dignidade e respeito para o meu povo. Com a parceria do Governo do Estado e da Câmara de Vereadores conseguimos avançar e vamos continuar trabalhando para dar andamento ao pacote de melhorias no Amparo, Nerival e em outras encostas da cidade”.

Conforme a Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil (Seinfra), cerca de quatro mil grampos serão injetados no solo para contenção de taludes, proteção mecânica da encosta com drenagem pluvial e guarda-corpo para segurança dos transeuntes. A previsão é que o serviço seja finalizado nos próximos seis meses.

 

alto do amparo

Mais investimentos – A segunda agenda de visita aconteceu na Praça Maramata, no Pontal. O prefeito verificou a requalificação do equipamento público, cujo investimento aproximado de R$ 200 mil é fruto da emenda da deputada federal Lídice da Mata.

A obra fortalece o turismo e a segurança local, contemplando paisagismo; grama sintética; iluminação de LED e cênica; além dos serviços de limpeza; execução de passeio e assentamento de piso intertravado no estacionamento; reaterro, desobstrução e compactação da rede de drenagem; troca de manilhas e reposição de paralelos.

“Agradeço à deputada federal Lídice da Mata pela emenda que proporcionou essa melhoria na Maramata. Também agradeço ao presidente do PSB Ilhéus, Diego Messias, ao nosso vice-prefeito e secretário-geral estadual do PSB, Bebeto Galvão, à nossa deputada estadual, Soane Galvão, pela articulação política, e a todos os meus queridos vereadores, que têm nos apoiado desde o primeiro ano de governo”, acrescentou Mário Alexandre.

Na ocasião, foi discutida a viabilidade da construção de uma nova pracinha com parquinho nas imediações da Ponte Estaiada Jorge Amado, a fim de que as famílias possam aproveitar e desfrutar um dos cartões-postais mais visitados de Ilhéus.

Firmiane Venâncio é escolhida nova defensora-geral da Bahia

Firmiane Venâncio de Carmo Souza, nova defensora pública geral da Bahia no biênio 2023-2025 — Foto: Divulgação/DPE-BA

Firmiane Venâncio de Carmo Souza será a nova defensora pública geral da Bahia no biênio 2023-2025. Após ficar no topo da lista tríplice histórica, composta por três mulheres, ela obteve 209 votos e foi escolhida do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que publicou a nomeação no Diário Oficial neste sábado (11).

A eleição da classe aconteceu em 27 de janeiro, quando as candidatas foram escolhidas pelos 405 membros da carreira para disputar o mais alto cargo de gestão da Defensoria Pública da Bahia. Também estavam na lista tríplice as defensoras Mônica Soares (196 votos) e Camila Canário (181 votos).

Firmiane exerceu o cargo de subdefensora-geral (segundo cargo de gestão mais alto na hierarquia da Defensoria Pública da Bahia durante o biênio 2021/2023, conduzido pelo defensor-geral Rafson Ximenes, cujo mandato encerra no próximo dia 2 de março.

Graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador, Firmiane Venâncio do Carmo Souza é doutoranda e mestra pelo Programa de Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia.

Especialista em Direitos Humanos, tem experiência na área de Direitos Humanos das Mulheres e Direito Penal. Há 22 anos como defensora pública, já atuou nas comarcas de Senhor do Bonfim e Salvador.

Feriado mais que prolongado: Bahia terá ponto facultativo da segunda-feira à quarta de cinzas

Trio de Igor Kannário durante carnaval de Salvador, em 2020 — Foto: Joilson César/Ag Haack

Depois de dois anos com pontos facultativos suspensos por causa da pandemia, os baianos vão contar com um feriado prolongado no carnaval de 2023. O período vai desde a segunda-feira (20), passando pelo próprio feriado, dia 21, e também abrange a quarta-feira de cinzas, no dia 22.

Essas datas já eram consideradas pontos facultativos no calendário nacional divulgado pelo governo federal, e serão seguidas pela Prefeitura de Salvador – onde é realizada a principal festa da folia – e pelo Governo do Estado.

Outras cidades do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro – que estendeu o ponto facultativo também na sexta-feira (17), também seguirão com o feriado prolongado.

‘Fazer o quê? Vamos pra rua’: sem renda, sem teto e ‘invisível’, população em situação de rua dispara no país

‘Fazer o quê? Vamos pra rua’: população em situação de rua dispara no país

“Aqui é legal de morar. Ninguém vai mexer com vocês. É tranquilo.”

A dica recebida pela Regiane Cristina Albuquerque do Nascimento, a Cris, foi decisiva para que ela e o marido se instalassem em uma travessa da Avenida Paulista, uma das principais vias do país.

Os irmãos Mateus, 23, e Cris, 36, moram em uma barraca improvisada na região da Avenida Paulista.  — Foto: André Catto/g1

Os irmãos Mateus, 23, e Cris, 36, moram em uma barraca improvisada na região da Avenida Paulista. — Foto: André Catto/g1

Lonas, plásticos e mantas, sustentados por madeiras, canos e bambus, passaram a formar, então, o que a guarulhense de 36 anos chama hoje de lar.

A barraca de cerca de três metros de extensão e no máximo um e meio de largura ganhou forma com colchões usados, cobertores, objetos pessoais, itens de cozinha e de higiene.

“Apesar de estar na rua, aqui é tudo limpinho. Eu gosto de limpeza. Acabei de lavar a calçada. Pode se sentar”, diz Cris, solícita, ao encontrar a reportagem do g1.

 

Lonas, plásticos e mantas, sustentadas por madeiras, canos e bambus, formam o que a guarulhense de 36 anos chama hoje de lar. — Foto: André Catto/g1

Lonas, plásticos e mantas, sustentadas por madeiras, canos e bambus, formam o que a guarulhense de 36 anos chama hoje de lar. — Foto: André Catto/g1

Ela está em situação de rua há dois anos – metade deles instalada na calçada lateral do parque Prefeito Mário Covas, na Paulista. Com o marido, já morou em alguns pontos do centro de São Paulo, como o Largo São Bento e Anhangabaú.

“Quem me indicou para ficar aqui foram umas amigas trans que conheci na rua. Aqui era mais tranquilo, diferente dos outros lugares em que fiquei”, comenta.

Cris e Mateus moram em barraca improvisada em uma travessa da Avenida Paulista. — Foto: André Catto/g1

Cris e Mateus moram em barraca improvisada em uma travessa da Avenida Paulista. — Foto: André Catto/g1

Crise financeira

A perda de uma renda fixa fez Cris ir para a rua. Ela e o marido recebiam, até o início da pandemia de Covid-19, pouco mais de um salário mínimo cada. Cris, trabalhando como açougueira em uma rede de supermercados. O marido, em um lava-rápido.

Juntos, levantavam cerca de R$ 3 mil por mês, o suficiente para o aluguel de R$ 750, que incluía água e luz. Os dois perderam emprego na mesma época, e viram as economias derreterem.

“A gente tinha economizado um dinheiro, mas zerou. A gente gostava de passear, até pegou um cachorro. Mas, com a pandemia, acabaram nossas economias. Aí ele me falou: ‘Vamos fazer o quê?’. Eu respondi: ‘Vamos pra rua’. E fomos”, conta.

Apesar de não ser o único motivo, a falta de renda é a principal causa a levar uma pessoa a viver em situação de rua, afirma Marco Natalino, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“O fator econômico inclui falta de renda e de oportunidade de trabalho nos locais de moradia. Isso se manifesta também no caso de pessoas que até têm uma habitação longe dos grandes centros, mas passam a semana ou vários dias dormindo de forma improvisada nas ruas e trabalhando como lavador de carro, ambulante e outras coisas”, diz.

O país carece de dados oficiais sobre pessoas em situação de rua. Essa população ficou de fora inclusive do Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que contempla apenas pessoas domiciliadas.

Natalino explica que mapeamentos são essenciais para a elaboração de políticas públicas voltadas a essas pessoas. O estudo conduzido por ele – justamente com esse objetivo – estima o tamanho da população em situação de rua com base em dados de prefeituras e do Cadastro Único, do governo federal.

Os números consolidados de 2022 apontam pelo menos 281.472 pessoas vivendo nas ruas pelo país, o que representa uma alta de 38% em relação a 2019, período pré-pandemia.

“A partir de 2015, houve crescimento da população em situação de rua motivado pelo fator econômico, com aumento do desemprego, da informalidade, queda da renda e da alta da pobreza”, analisa o pesquisador, apontando o agravamento da situação com a crise sanitária de Covid-19.

Com a dificuldade de consolidação de dados por parte do poder público, os números reais, no entanto, podem ser ainda maiores.

Barraca ganha forma com colchões usados, cobertores, mantas, objetos pessoais, itens de cozinha e de higiene. — Foto: André Catto/g1

Barraca ganha forma com colchões usados, cobertores, mantas, objetos pessoais, itens de cozinha e de higiene. — Foto: André Catto/g1

Salto em um ano

A crise financeira também atingiu em cheio Mateus Albuquerque da Silva, de 23 anos, irmão de Cris. Ele tinha uma renda média mensal de R$ 2 mil, mas perdeu os bicos e não conseguiu se recolocar.

“Aí veio a pandemia. Eu ganhava dinheiro, e guardava. Só que, depois, quando fechou tudo e deu lockdown, não consegui mais guardar, porque não tinha como fazer. Só fui gastando, gastando, e não consegui mais ganhar”, relembra.

Sem renda, não deu conta do aluguel, e se viu sem saída. Em 2022, decidiu pedir ajuda à irmã, que o recebeu na barraca. Hoje, a estrutura montada na região da Paulista abriga Mateus, Cris, o marido e um rapaz adotado na rua, além dos oito cachorros deles.

Mateus é mais um entre os brasileiros que fizeram disparar o número de pessoas em situação de rua de 2021 para 2022, quando houve o maior avanço anual desde o início a série histórica compilada pelo pesquisador Marco Natalino.

O salto foi de 21% – 232.147 pessoas – para os atuais 281.472 brasileiros vivendo nessas condições.

‘Fazer o quê? Ir pra rua’: crise deixa brasileiros sem renda e sem teto. — Foto: André Catto/g1

‘Fazer o quê? Ir pra rua’: crise deixa brasileiros sem renda e sem teto. — Foto: André Catto/g1

Além do fator econômico, Natalino aponta outros dois conjuntos de elementos que levam a essa realidade: a quebra de vínculos familiares e comunitários, que formam a primeira rede de apoio, e os aspectos ligados à saúde mental, que incluem o vício em drogas lícitas ou ilícitas.

A pandemia afetou as relações na base, que incluem família e amigos, afirma o pesquisador.

“Mesmo antes do Estado, nós contamos com pessoas do nosso círculo mais íntimo para nos apoiarem em situações adversas. A verdade é que a pandemia esgarçou alguns desses vínculos. Houve muitas brigas, separações, vínculos rompidos. E algumas pessoas também acabaram nas ruas por causa disso.”

Cris e Mateus, irmãos por parte de mãe, não têm uma rede de apoio consolidada. Apesar do contato com o pai de Mateus, padrasto de Cris, eles preferem “se virar”.

“Parente? Parente é nossos dentes”, diz Cris. “Na verdade, os únicos que tenho certeza de que não vão me trair são os meus cachorros. O resto…”, questiona. Mateus é sucinto sobre o tema: “A gente prefere seguir nossas vidas”.

Entre ‘manguear’ e receber auxílio

Conseguir dinheiro é um desafio para os dois, seja catando itens recicláveis pelas ruas ou vendendo produtos como esmaltes, canetas e garrafinhas d’água – essas últimas, recebidas em doações. “No lugar de tomar as águas, a gente guarda e vende. Aí consegue tirar um dinheiro”, diz Cris.

Cris mostra o 'porta bic' feito por Mateus e vendido por ela. — Foto: André Catto/g1

Cris mostra o ‘porta bic’ feito por Mateus e vendido por ela. — Foto: André Catto/g1

Eles também contam com a ajuda de estabelecimentos, moradores da região e de quem passa por ali. “Comecei a vender esmalte, a pedir – o que o pessoal na rua chama de ‘manguear’. Também vendo a caneta personalizada que o meu irmão faz, além de porta bic [isqueiro].”

Cris recebe o Auxílio Brasil, renda que ajuda a comprar a comida preparada utilizando um pequeno fogareiro à álcool. “No almoço, teve macarrão [ao] alho e óleo.”

Já Mateus não teve a mesma sorte com o benefício. “Eu tentei, mas não consegui até hoje. Eles falavam que eu não preenchia os pré-requisitos. Mas não explicaram quais eram. Não deram atenção”, relata. “Agora já desisti.”

Mateus mostra as canetas personalizadas que eles vendem. — Foto: André Catto/g1

Mateus mostra as canetas personalizadas que eles vendem. — Foto: André Catto/g1

Como frear esse cenário?

O primeiro passo para aprimorar as políticas públicas voltadas à população em situação de rua é melhorando os indicadores, diz Natalino. “Precisamos, primeiro, conhecer melhor essa realidade, para aí podermos tratar adequadamente.”

Em seguida, ele elenca alguns pontos considerados essenciais para amenizar a situação:

  • Políticas de transferência de renda

São uma espécie de “vacina” contra os efeitos deletérios da pobreza sobre a vida das pessoas, afirma. “Há uma política de seguro desemprego. Mas, muitas vezes, como não há emprego formal pra essa população, o ideal são políticas de transferência de renda como o Bolsa Família.”

“Seria interessante pensarmos em transferências de renda pontuais para as situações de choque econômico. Às vezes é o desemprego ou a morte da pessoa provedora econômica da família que leva a essa situação de vulnerabilidade. E pode resultar não só em uma situação de rua, mas uma série de outros problemas derivados da pobreza”, alerta.

'No almoço, teve macarrão [ao] alho e óleo', diz Cris. — Foto: André Catto/g1

‘No almoço, teve macarrão [ao] alho e óleo’, diz Cris. — Foto: André Catto/g1

  • Melhora na infraestrutura da assistência social

Isso inclui um atendimento mais digno em espaços de convivência e atendimento psicossocial, além da melhora dos albergues e dos abrigos sociais, com ambientes mais limpos e tratamento de melhor qualidade.

“Eu chamo esse aspecto de reordenamento institucional das políticas de assistência social”, diz o pesquisador.

  • Políticas de saúde

O destaque negativo vai para a exclusão dessa população dos equipamentos de saúde. “Às vezes a pessoa chega lá sem documento e não é atendida. Ou chega em uma situação em que é estigmatizada e não consegue atendimento. Isso tem que mudar.”

Cris mostra o fogareiro à álcool utilizado para cozinhar. — Foto: André Catto/g1

Cris mostra o fogareiro à álcool utilizado para cozinhar. — Foto: André Catto/g1

  • Políticas habitacionais

 

É um aspecto que vem ganhando força, afirma Natalino. Ele explica que existe uma tendência entre especialistas, sociedade civil e governos municipais, estaduais e federal de adotar uma metodologia de ‘moradia primeiro’.

“Ou seja, identificar a situação de rua como um problema, antes de tudo, de falta de moradia. E, a partir daí, pensar em políticas habitacionais.”

“É interessante porque alia o acesso à moradia a serviços de assistência social e serviços psicossociais, para que a pessoa consiga botar sua vida nos eixos. E é o que a experiência internacional mostra que tem melhor resultado”, conclui.

 

Primeiro passo para aprimorar as políticas públicas voltadas à população em situação de rua é melhorando os indicadores, diz pesquisador. — Foto: André Catto/g1

Primeiro passo para aprimorar as políticas públicas voltadas à população em situação de rua é melhorando os indicadores, diz pesquisador. — Foto: André Catto/g1



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