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:: 2/mar/2023 . 11:05

Governo do Estado entrega nova escola em tempo integral em Itabuna

O governador Jerônimo Rodrigues e a secretária da Educação do Estado, Adélia Pinheiro, irão entregar oficialmente, nesta sexta-feira (3), às 8h30, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Adeum Hilário Sauer, construído no antigo Centro Social Urbano (CSU), no bairro Vila Anália, em Itabuna. O investimento total é de R$ 24 milhões, incluindo a obra e os equipamentos.

O colégio tem 24 salas de aula; quatro laboratórios (Química e Biologia; Física e Matemática; Línguas; e Informática); auditório para 175 pessoas; biblioteca; refeitório para 200 lugares; quadra poliesportiva coberta; campo de futebol society e piscina semiolímpica; dentre outros equipamentos.

Bolsa Família terá valor extra para famílias maiores

Novas regras do programa devem ser anunciadas na próxima quinta-feira

As novas regras do programa Bolsa Família devem ser anunciadas na quinta-feira (2/03) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de retomar as exigências das contrapartidas, o programa deve ter um valor extra para famílias maiores.

As informações são do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Segundo ele, as famílias receberão um valor mínimo de R$ 600, o acréscimo de R$ 150 por criança até 6 anos e mais um valor por pessoa.

“O programa terá também uma regra que leva em conta um per capita [por pessoa], a proporção, o tamanho de cada família, para que a gente tenha mais justiça nessa transferência de renda”, disse, em entrevista à imprensa, após participar de evento no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (28). Ele não adiantou, entretanto, qual será o valor per capita.

Contrapartidas

Com o novo Bolsa Família, o governo deve retomar as contrapartidas das famílias beneficiárias, como a manutenção da frequência escolar das crianças e a atualização da caderneta de vacinação. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o programa foi substituído pelo Auxílio Brasil, que não exigia as contrapartidas.

O programa também deve ter o foco na atualização do Cadastro Único e integração com o Sistema Único de Assistência Social (Suas), com a busca ativa para incluir quem está fora do programa e a revisão de benefícios com indícios de irregularidades. Segundo Dias, haverá integração com outros 32 programas de governo voltados para a qualidade de vida da população.

Os novos valores foram garantidos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que estabeleceu que o novo governo terá R$ 145 bilhões para além do teto de gastos, dos quais R$ 70 bilhões serão para custear o benefício social.

Homem coloca caixão na porta do INSS em Piracicaba em protesto por perda de benefício: ‘alegam que estou falecido’

Por EPTV e g1 Piracicaba e Região

Em protesto por falta de pagamento, aposentado coloca caixão na porta do INSS em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Em protesto por falta de pagamento, aposentado coloca caixão na porta do INSS em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Em protesto por falta de pagamento da aposentadoria há sete meses, um morador de Piracicaba (SP) colocou um caixão na porta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele diz que está tentando provar que está vivo para voltar a receber o benefício.

O aposentado Ricardo Santana de Arruda Leme colocou o caixão vazio na porta da agência de Piracicaba por volta das 7h desta quinta-feira (2). Ele conta que está com dificuldade para conseguir provar que está vivo.

“Eles alegam que eu estou falecido, que eu estou em óbito”, lamentou indignado.

Ricardo conta que um advogado fez todo procedimento para tentar retomar o benefício, mas que o INSS deu um prazo de 85 dias para retornar com a solução.

“Faz sete meses que eu não recebo. Não é justo, eu acho que eu não mereço isso. Eu trabalhei direitinho minha vida toda”, argumentou.

Aposentado protesta na porta do INSS por falta de pagamento do benefício em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Aposentado protesta na porta do INSS por falta de pagamento do benefício em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Segundo ele, o problema começou quando um criminoso falsificou seu documento em outro estado e de fato morreu. Quando ele se aposentou, há sete anos e meio, o problema já tinha acontecido, mas ele conseguiu provar que estava vivo. Agora a mesma situação veio à tona e o impede de receber o benefício há sete meses.

Colocar o caixão no local foi a forma que Ricardo encontrou de chamar atenção para a situação. “Porque tem mais gente nessa situação.

Valeu a pena

Depois de duas horas de protesto na frente da agência do INSS, o aposentado conseguiu atingir o objetivo pretendido: ele recebeu um documento informando que voltaria a receber o benefício.

“Estou muito aliviado. Acho que a gente deve correr atrás daquilo que tem direito. Fui muito bem atendido”, comemorou.

A reportagem entrou em contato com o INSS para saber o porquê da demora em retomar o benefício. Até esta publicação não houve retorno.

35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no Brasil em 2022, diz pesquisa

Violência contra a mulher — Foto: Wagner Magalhães/G1

Violência contra a mulher — Foto: Wagner Magalhães/G1

O ano de 2022 foi especialmente difícil para as mulheres no Brasil: todos os indicadores de violência contra a mulher subiram no ano passado, de acordo com a quarta pesquisa “Visível e Invisível – a Vitimização de Mulheres no Brasil” – do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (2).

  • Nos últimos 12 meses, 28,9% (18,6 milhões) das mulheres relataram ter sido vítima de algum tipo de violência ou agressão, o maior percentual da série histórica;
  • Isso significa que 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no país.

 

Entre os dias 9 e 13 de janeiro de 2023, 1.042 mulheres com 16 anos ou mais foram entrevistadas em 126 municípios de pequeno, médio e grande porte. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos na amostra nacional e de três pontos para mais ou para menos na amostra do módulo de autopreenchimento.

Em relação à última pesquisa, que foi feita entre abril de 2020 e março de 2021, o crescimento foi de 4,5 pontos percentuais, o que revela um agravamento das violências sofridas por mulheres no Brasil (veja arte abaixo).

Mas o que ocorreu em 2022?

Os pesquisadores dizem que não é possível apontar uma única causa, mas há 3 fatores que devem ser destacados:

1) Fim de financiamentos das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher por parte do governo Bolsonaro nos últimos 4 anos

“Nota técnica produzida pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) mostrou que, em 2022, ocorreu a menor alocação orçamentária para o enfrentamento da violência contra mulheres em uma década. Sem recursos financeiros, materiais e humanos não se faz política pública”, aponta a pesquisa.

2) Pandemia de Covid-19 comprometeu o funcionamento de serviços de acolhimento às mulheres

“A restrição nos horários de funcionamento, as dificuldades de circulação impostas pelas necessárias medidas de isolamento social e a redução das equipes de atendimento foram fatores que afetaram em algum grau os serviços”.

3) Ação política de movimentos ultraconservadores que se intensificaram na última década e elegeram, dentre outros temas, a igualdade de gênero como um tema a ser combatido, como visto nas eleições de 2022.

“Pesquisa recente conduzida pela Monash University e pela ONU Mulheres buscou compreender como a expansão do extremismo violento na Indonésia, Bangladesh e Filipinas reverbera na agenda de gênero. Como resultado, concluíram que atitudes machistas e o suporte a comportamentos violentos contra as mulheres constituem os fatores mais fortemente associados ao apoio à violência”, aponta a pesquisa que teve apoio da Uber.

Violência contra a mulher nos últimos anos, segundo Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Foto: Arte/g1

Violência contra a mulher nos últimos anos, segundo Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Foto: Arte/g1

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, “o menor orçamento justamente em um período em que os serviços precisavam de mais apoio para continuarem a existir tornou a acolhida da mulher ainda mais difícil.”

“Os dados do primeiro semestre de 2022 já indicavam crescimento dos feminicídios e outras formas de violência contra a mulher. Os últimos anos foram marcados pelo desfinanciamento das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. Vocês do g1 fizeram uma matéria importante com os dados de uma pesquisa do Inesc que mostrava o menor valor executado em mais de uma década. Não tem política pública na ponta sem orçamento”, diz.

“Também acredito que a pandemia afetou fortemente os serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência, a rede da qual tanto falamos. Equipamentos de assistência social, saúde e segurança tiveram serviços interrompidos, horários de funcionamento restrito e muitos profissionais afastados por serem grupos de risco.”

Tipos de ofensa mais citados

  • Ofensas verbais: 23,1% de prevalência (14,9 milhões)
  • Perseguição: 13,5% (8,7 milhões)
  • Ameaças: 12,4% (7,9 milhões)
  • Agressão física (chutes, socos e empurrões, por exemplo): 11,6% (7,4 milhões ou 14 por minuto)
  • Ofensas sexuais: 9% (5,8 milhões)
  • Espancamento ou tentativa de estrangulamento: 5,4% (3,4 milhões)
  • Ameaça com faca ou arma de fogo: 5,1% (3,3 milhões)
  • Lesão provocada por algum objeto que lhe foi atirado: 4,2% (2,7 milhões)
  • Esfaqueamento ou tiro: 1,6% (1 milhão)

Os pesquisadores destacam que, em comparação com as pesquisas anteriores, o cenário é de “um crescimento acentuado de formas de violência grave, que podem incorrer em morte da mulher, como é o caso do crescimento de episódios de perseguição, agressões como tapas, socos e chutes, ameaça com faca ou arma de fogo e espancamentos”.

Marisa Sanematsu, diretora de comunicação do Instituto Patrícia Galvão, afirmou que para compreender o aumento “é preciso recorrer aos principais fatores de risco para a violência doméstica e sexual definidos pela OMS: baixo nível de educação, experiências pessoais com violência doméstica e um ambiente de aceitação dessa violência.”

“Assim, se olharmos para o nosso contexto atual, é possível identificar a presença desses fatores de risco. Ao lado dos altos índices de violência registrados, é inegável que estamos vivendo um ambiente de naturalização e até de estimulo à violência, que, como mostra a pesquisa, já está produzindo impacto sobre as vidas das mulheres brasileiras”, diz.

Maioria das mulheres não tomou atitude depois da agressão mais grave

A maioria das mulheres que sofreram agressões e responderam à pesquisa não tomou uma atitude após ter sofrido a agressão mais grave. A resposta com maior percentual foi “não fez nada”, com 45%.

Em seguida, aparecem “procurou ajuda da família” (17,3%) e procurou a ajuda de amigos (15,6%). Apenas 4,8% acionaram a Polícia Militar, e 1,7% denunciaram via registro eletrônico, por exemplo.

Atitude da mulher após a agressão mais grave | Últimos 12 meses

Pesquisa de 2017 2019 2021 2023
Procurou ajuda da família 13,0 15,0 21,6 17,3
Procurou ajuda dos amigos 12,0 10,0 12,8 15,6
Denunciou em uma Delegacia da Mulher 11,0 10,0 11,8 14,0
Denunciou em uma delegacia comum 10,0 8,0 7,5 8,5
Procurou a Igreja 5,0 8,0 8,2 3,0
Ligou para a Polícia Militar no 190 3,0 5,0 7,1 4,8
Ligou para a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) 1,0 1,0 2,1 1,6
Não fez nada 52,0 52,0 44,9 45,0
Denunciou à Polícia através de um registro eletrônico 1,8 1,7
Procurou uma associação ou entidade de proteção à Mulher (ONG) 1,9 0,5

Perfil da mulher vítima de violência

Os pesquisadores destacaram algumas características das vítimas de violência em 2022, como perfil étnico racial, faixa etária, escolaridade e estado civil:

Perfil étnico racial

  • 65,6% eram negras, 29% brancas, 2,3% amarelas e 3% indígenas;
  • Mulheres negras passaram por níveis mais elevados de violência (29,9%) do que as brancas (26,3%).

Faixa etária

  • 30,3% tinham entre 16 e 24 anos; 22,8% entre 25 e 34 anos; 20,6% entre 35 e 44 anos; 17,1% entre 45 e 59 anos; e 9,2% 60 anos ou mais;
  • Mulheres mais jovens (16 a 24 anos) foram as maiores vítimas (43,9%), sendo que as ofensas verbais foram o tipo mais frequentemente relatado (32,4%);
  • Vítimas com idade entre 45 e 59 anos sofreram maiores níveis de violências como espancamento (8,2%), ameaça com faca ou arma de fogo (8,7%) e esfaqueamento ou tiro (4,5%

Escolaridade

  • Mulheres que cursaram apenas o ensino fundamental foram as que mais sofreram agressão física como empurrões e chutes (14,6%), espancamento ou tentativa de estrangulamento (7,7%), ameaça com faca ou arma de fogo (8,3%) e esfaqueamento ou tiro (2,5%).

Estado civil

  • Vítimas separadas e divorciadas apresentaram níveis mais elevados de vitimização (41,3%) do que em comparação com casadas (17%), viúvas (24,6%) e solteiras (37,3%).

“A tentativa de rompimento com o agressor e histórias repetidas de violências são fatores de vulnerabilidade que podem aumentar as chances de mulheres serem mortas por seus parceiros íntimos, o que revela que a separação é, ao mesmo tempo, a tentativa de interrupção da violência, mas também o momento em que ela fica mais vulnerável”, apontou o relatório.

Autores das agressões

  • 31,3% das mulheres afirmaram que o autor da violência mais grave sofrida no último ano foram os ex-companheiros;
  • No caso dos atuais companheiros, o percentual foi de 26,7%;
  • Autores desconhecidos correspondem a 24,5% dos casos.

Frequência das agressões

  • Em 2022, as vítimas sofreram, em média, quatro episódios de violência ao longo dos 12 meses;
  • Entre as mulheres divorciadas, a média foi de 9 agressões.

O dobro da média de agressões contra divorciadas chamou a atenção da diretora-executiva do Fórum. Para Samira, a separação é vista como a porta de saúda para a violência doméstica, mas não é.

“Ela sofre violência do parceiro íntimo e deposita no divórcio a expectativa de uma saída dessa violência. O problema é que estamos falando de uma violência que raízes culturais, que é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, em que o homem entende que a mulher a ele se submete e, portanto, deve obedecê-lo. Quando ela rompe com essas expectativas de gênero, ele se revolta e se torna ainda mais agressivo. Especialmente se tiver filho nessa relação, porque o vínculo necessariamente será mantido”, diz.

“Não é à toa que vemos tantos feminicídios de mulheres divorciadas. O homem não aceita a separação, ou então não aceita que ela se relacione com outro homem, ainda que já separada dele – ‘se não for minha, não vai ser de mais ninguém'”, completa.

Brasileiras sofrem mais violência do que a média mundial

A pesquisa mostrou que mais de um terço das brasileiras acima de 16 anos já sofreram violência física ou sexual provocada por parceiro íntimo ao longo da vida:

  • 33,4% das mulheres vivenciaram violência física ou sexual (21,5 milhões)
  • 32,6% foram vítimas de violência psicológica, com insultos, humilhações e xingamentos proferidos de forma reiterada (21 milhões)
  • 24,5% afirmaram ter sofrido agressões físicas como tapa, batida e chute (15,7 milhões)
  • 21,1% foram forçadas a manter relações sexuais contra sua vontade (13,6 milhões)


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