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:: 31/jul/2023 . 9:43

Homem morre após cair de 11º andar de prédio em Itabuna; vítima consertava ar-condicionado no momento do acidente

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Um homem morreu após cair do 11º andar de um prédio na cidade de Itabuna, no sul da Bahia. Carlos Henrique dos Santos, de 48 anos, consertava um aparelho de ar-condicionado no momento do acidente, de acordo com informações de testemunhas.

O caso aconteceu na tarde de sábado (29), na Rua Major Dórea, no bairro Castália, região central da cidade. Informações iniciais indicam que Carlos Henrique, que trabalhava como técnico de refrigeração, não quis utilizar os equipamentos de segurança.

Agentes da Polícia Militar (PM) e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel Urgente (Samu) foram até o local, mas já encontraram a vítima sem sinais vitais.

As guias de perícia e remoção foram expedidas pelo Departamento de Polícia Técnica do município.

DPT de Itabuna realizou as guias de perícia e remoção  — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

DPT de Itabuna realizou as guias de perícia e remoção — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

STJ retoma semestre com caso Robinho e temas de impacto econômico e social

Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

Fachada do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, em imagem de arquivo — Foto: STJ/Divulgação

Fachada do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, em imagem de arquivo — Foto: STJ/Divulgação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma os julgamentos no segundo semestre com temas com impacto econômico e social e a escolha de novos ministros do tribunal.

Entre as pautas previstas estão os casos do jogador Robinho, do incêndio na Boate Kiss e do pedreiro Amarildo, além de recursos envolvendo planos de saúde e ações sobre o plantio de cannabis para fins medicinais.

O STJ abre o semestre com uma sessão da Corte Especial nesta terça-feira (1º), às 14h. O colegiado conta com os 15 ministros mais antigos do tribunal.

Na pauta, a retomada de um recurso com repercussão para a economia – a discussão sobre o índice que pode ser usado para corrigir dívidas civis como, por exemplo, a indenização por danos morai

Ao longo da análise do caso, os advogados das partes afirmaram que uma decisão sobre o tema tem potencial para afetar mais de 6 milhões de processos no Brasil.

O caso concreto que dá base à discussão no STJ envolve a atualização do valor de uma indenização por danos morais de R$ 20 mil.

Em março deste ano, em uma das sessões de julgamento, o relator do caso, ministro Luís Felipe Salomão, apontou uma diferença de 37% no valor do montante a ser pago a depender do critério a ser usado.

Caso Robinho

No dia seguinte, a Corte Especial volta a se reunir. O colegiado retoma a análise do pedido da defesa do jogador Robinho para que o governo italiano envie ao Brasil a íntegra, traduzida para o português, do processo que o condenou a 9 anos de prisão por estupro.

A ação que tramita no tribunal discute a possibilidade de validação da sentença da Justiça italiana, o que permitiria que a execução da pena pelo crime fosse realizada no Brasil.

O ministro relator da ação, Francisco Falcão, negou o pedido de tradução e os advogados do ex-jogador recorreram ao plenário da Corte Especial. No início do julgamento, em abril, um pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha suspendeu a deliberação.

Boate Kiss

Ainda neste semestre, em data a confirmar, a Sexta Turma do STJ deverá retomar o julgamento do recurso contra a anulação do júri que condenou os quatro acusados pela tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS).

Em 13 de junho, no começo do julgamento, o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, para restabelecer o júri popular, mas um pedido de vista dos ministros Sebastião Reis Junior e Antonio Saldanha Palheiro.

Escolhas de ministros

O STJ conta com três vagas de ministro a serem preenchidas – duas relativas às aposentadorias dos ministros Felix Fischer e Jorge Mussi e outra por conta da morte do ministro Paulo de Tarso Sanseverino.

Duas destas vagas serão preenchidas a partir da formação de uma lista de quatro nomes, a ser formada no dia 23 de agosto. O plenário do tribunal vai analisar os nomes dos desembargadores enviados pelos Tribunais de Justiça estaduais e enviar a lista ao presidente Lula.

O tribunal também vai preencher a terceira vaga com uma lista a ser feita com nomes enviados pela Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB elabora uma lista com seis nomes e o tribunal envia ao presidente Lula uma relação com seis nomes.

O STJ é formado por 33 ministros. Destes, um terço é escolhido entre desembargadores federais, um terço entre desembargadores de justiça e mais um terço entre advogados e integrantes do Ministério Público.

Outros casos

Outros temas com impacto podem ser discutidos pela Corte Especial, Turmas e Seções do STJ:

Escola em tempo integral é grande salto para o país, diz educador 

Escola em tempo integral é grande salto para o país, diz educador

Lei que retoma política nacional será sancionada hoje, segunda-feira

Nesta segunda-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a Lei de Incentivo às Escolas de Tempo Integral. O texto regulamenta o repasse de recursos e de assistência técnica da União para estados e municípios no intuito de ampliar o número de vagas nessa modalidade de ensino, que prevê uma jornada igual ou superior a sete horas diárias, ou 35 horas semanais.

A previsão é de que sejam investidos R$ 4 bilhões no programa, que tem como meta criar, até 2026, 3,6 milhões de novas vagas, sendo 1 milhão de novas matrículas logo na primeira etapa.

A convite do Ministério da Educação, o professor Yuri Norberto, do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, está em Brasília para representar educadores brasileiros na solenidade de sanção da legislação. Sergipe é o quarto estado do Brasil com maior taxa de matriculados no ensino integral – das 318 escolas estaduais, 96 são em tempo integral – 11 de ensino fundamental, três de ensinos médio e fundamental, seis de ensino profissionalizante e 76 de ensino médio integral. A previsão é chegar a 156 unidades nos próximos anos.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor de sociologia citou projetos classificados por ele mesmo como inovadores na educação, como o Atheneu ONU, um modelo de simulação das Nações Unidas em que os alunos simulam ser chefes de Estado, e o Laboratório de Educação e Aprendizagem Digital, no qual os alunos aprendem sobre marketing, programação e produção de conteúdo.

Norberto também é o criador do projeto Observatório Internacional da Notícia, que tem como objetivo promover uma espécie de alfabetização digital e combater a desinformação.

Confira os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: Na sua avaliação, qual a importância da educação em tempo integral no Brasil hoje?
Yuri Norberto: Acho que esse talvez seja o ponto fundamental: o grande salto que o Brasil pode dar agora é a educação em tempo integral porque ela tem essa visão não só de tempo integral, mas da integralidade do aluno. O Brasil já conseguiu avançar em alfabetização, em universalizar todos os níveis e modalidades da educação básica. Estamos prontos pra dar o próximo passo, que é uma educação integral e que, no meu entender, vem sim por meio da educação de tempo integral.

Agência Brasil: A partir da sua experiência com a educação integral, o que essa modalidade produz nos alunos?
Yuri Norberto: A gente costuma dizer, na educação em tempo integral, que a pedra fundamental é o projeto de vida: qual o sonho que o aluno traz pra escola e como a escola pode potencializá-lo pra que ele alcance esse objetivo? Não é possível que a gente não consiga trabalhar e dar ao jovem o direito que ele tem de entender quem ele é e projetar quem ele quer ser e quais espaços quer alcançar.

Na educação integral, tudo o que a gente faz, leciona e organiza tem como base o projeto de vida dos alunos. É como se fosse um projeto de customização da educação – a gente adapta a escola àqueles alunos pra que ela atenda àqueles projetos de vida. Aí sim a educação faz sentido. Eu, aluno, vou estar em um lugar que me acolhe, que me entende e que me ajuda a potencializar quem eu sou.

Agência Brasil: Dentro desse contexto do ensino integral, que tipo de ações colaboram para a permanência dos estudantes nas escolas?
Yuri Norberto: A tutoria é um processo muito interessante. É um direito que o aluno tem, de ter uma conversa com alguém que vai orientá-lo. Temos também as disciplinas eletivas, que a gente chama de parte diversificada do currículo. No momento em que a gente pega o currículo, ele vai se apresentar de diferentes formas pro aluno – às vezes, de maneira mais lúdica, às vezes, de maneira um pouco mais prática.

É nessa escola que os alunos gostam de estar e onde o processo de aprendizagem é dinâmico, plural, diverso e envolvente. Então, a escola começa a fazer sentido. Ela passa a ser um lugar de afeto e acolhimento atrelado ao aprendizado.

Agência Brasil: Quando a gente fala em formação integral, é preciso fomentar uma política educacional que preze pela valorização do professor?
Yuri Norberto: A valorização tem dois caminhos. Claro que tem a valorização salarial, muito importante. Mas há também uma valorização da formação do professor. É preciso que o professor tenha a oportunidade de refazer a sua formação e aprender coisas novas. A valorização do professor passa por esses dois caminhos: acolhimento, apoio, salário, mas, principalmente, formação.

Agência Brasil: As mudanças exigiriam, portanto, alterações nos currículos e nas jornadas de trabalho dos profissionais de educação?
Yuri Norberto: Sim. Se você olhar, todas as profissões mudaram ao longo do tempo. Nós não seríamos exceção. Talvez a profissão de educador seja a última a estar mudando. A gente continua com a mesma forma de contratação e de distribuição de carga horária. Parece que ficamos pra trás. Na verdade, implementar essas alterações nos currículos e nas jornadas de trabalho dos profissionais de educação seria acompanhar o passo que a sociedade está dando.

Agência Brasil: O senhor pode detalhar alguns dos projetos que encabeça atualmente e que envolvem o ensino integral?
Yuri Norberto: Vou destacar dois. O Atheneu ONU, um modelo de simulação das Nações Unidas em que os alunos simulam ser chefes de Estado de diversos países. Eles pesquisam sobre outros países, a parte política e geográfica. A partir desse conhecimento, eles precisam mobilizar um conjunto de tarefas, aprender a negociar, conversar e a estabelecer prioridades. Assim, a gente vai desenvolvendo o ser humano como um todo.

Outro projeto que temos é o Laboratório de Educação e Aprendizagem Digital. Os alunos aprendem marketing, programação, produção de conteúdo. Costumo dizer que é a escola dentro da escola, já que a gente refaz o processo de aprendizagem e leva pra dentro da escola coisas que geralmente eles não aprenderiam lá.

Agência Brasil: Como o senhor vê essa retomada de uma política nacional para ampliar as matrículas no ensino em tempo integral?
Yuri Norberto: Vejo com muita esperança. Afinal, a gente passou um período com a educação em tempo integral com limitação de expansão. Essa retomada agora com força, com pujança, com um projeto de lei, o que é muito importante, já que, até então, existia só uma portaria. É até uma segurança jurídica, algo que vai ficar, algo que a sociedade toda está demandando. Vejo com muitos bons olhos.

Finalmente, estão enxergando a educação em tempo integral não só como algo exótico e bem sucedido pontualmente, mas como algo que a gente precisa fazer para todo o país, como uma política de massa.

Prazo para inscrição no Encceja PPL 2023 termina nesta sexta-feira

Exames serão aplicados nos dias 17 e 18 de outubr

O prazo para inscrever no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) 2023 termina nesta sexta-feira (4). As provas serão aplicadas nos dias 17 e 18 de outubro.

O Encceja PPL é destinado aos jovens e adultos privados de liberdade, que cumpram medidas em instituições da administração prisional ou socioeducativa, e que não tenham concluído os ensinos fundamental e médio no tempo certo, mas buscam a certificação.

Para participar, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos, no dia de realização das provas e não ter concluído o ensino fundamental, ou, para a certificação do ensino médio, é necessário ter no mínimo 18 anos completos, no dia realização das provas, e não ter concluído o ensino médio.

Os exames são divididos em quatro áreas do conhecimento: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias.

Na inscrição, o responsável pedagógico deve indicar as provas que o participante realizará e se há necessidade de atendimento especializado. Também poderá ser feita a solicitação de tratamento pelo nome social. Todo o procedimento é feito por meio do Sistema Encceja PPL.

Instituições

O prazo para adesão dos órgãos de administração prisional e socioeducativa à aplicação do Encceja PPL permanece aberto até o fim do prazo de inscrição, na sexta-feira. O procedimento deve ser feito por meio de ofício enviado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por mensagem eletrônica, no e-mail, com o assunto da mensagem “Adesão Encceja Nacional PPL 2023”. Os órgãos devem indicar as unidades de aplicação e o responsável pedagógico.

É necessário que as unidades que queiram se cadastrar tenham espaço físico, coberto e silencioso, iluminação, cadeiras, mesas e todas as condições para a aplicação e garantia da segurança de participantes e aplicadores.

Equipe do Materno deixa jaleco de lado e se transforma em personagens da estória de Chapeuzinho Vermelho

A contação de estórias amplia o universo de significados da criança. E quando estas estão em situação de fragilidade – como geralmente ocorre durante uma internação hospitalar – a iniciativa faz com que os pacientes saiam de um contexto triste para um momento de alegria e descontração. Por isso, neste final de semana, médicos, enfermeiros e estudantes internos de medicina do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, decidiram tirar o jaleco e se transformar em personagens da estória de Chapeuzinho Vermelho e o Labo Mau, escrita por Charles Perrault, em 1697. Crianças internadas na enfermaria pediátrica do HMIJS passaram a manhã de sábado, convivendo de perto com os personagens, conversando com eles, com direito a distribuição de presentes ofertados pela própria equipe do hospital.

A diretora-geral Domilene Borges, vivenciou a personagem Vovozinha. A médica Lysia Souto, foi a Lobo Mau. Chapeuzinho Vermelho foi interpretada pela médica Lorena Porqueres. A médica Marta Anunciação fez a narrativa da estória, que contou também com a participação de outros colaboradores da instituição. De acordo com Lysia Souto, o sentimento da criança internada é, em geral, de ansiedade para voltar pra casa. “A proposta é trazer conforto e alegria em um momento que não é tão comum na rotina deles”, assegura. “A ideia surgiu a partir do pensando na criança que sente falta do lar”, completa a doutora Lorena. A diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges, reforça que a iniciativa traz a proposta de oferecer um ambiente acolhedor, lúdico, ao paciente, mesmo ele estando em um ambiente hospitalar.

Mais humanização

Igor Vinícius, pai de um dos pacientes do hospital, também participou da iniciativa. “Quando a gente está com um filho doente, a gente espera, além do atendimento do profissional, o atendimento de seres humanos, que vivenciam aquilo que a gente está sentindo. E isso a gente encontra aqui”, elogiou. O projeto “Contação de estórias” é um projeto-piloto na instituição. Inicialmente ocorrerá todos os sábados, pela manhã, e a programação será mantida com eventos até o Dia das Crianças, em Outubro.



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