Chamar a atenção dos usuários dos Restaurantes Populares (RPs) para a adoção de práticas alimentares saudáveis é o que pretende a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS) ao promover, nestas segunda, terça e sexta-feira (10,11 e 14), ações de caráter socioeducativo, nas unidades do Comércio e da Liberdade, em Salvador. As atividades marcam o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) e pretendem também ampliar o conceito e a importância da agricultura familiar na geração de renda, na acessibilidade aos alimentos e na promoção da saúde.

Este ano, com o tema ‘O clima está mudando, a alimentação e agricultura também devem mudar’, o Dia Mundial da Alimentação, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pretende fazer refletir sobre o quadro atual da alimentação e da fome no planeta. “Esta data é importante para alertar e conscientizar a opinião pública sobre questões globais relacionadas com a nutrição e alimentação, bem como refletir sobre os modos da produção agrícola, e, em especial, sobre a situação alimentar e nutricional no Brasil”, afirma a coordenadora dos RPs, Jane Gladys.

RPs
Restaurante Popular localizado no Comércio, em Salvador

Entre as ações programadas para a comemoração da data nos Restaurantes Populares, das 10h30 às 12h30, está a explanação sobre a importância de hábitos de saudáveis, a distribuição de folders, atividades infantis, aferição da pressão arterial, a avaliação e orientação nutricional, a exposição dos alimentos oriundos da agricultura familiar utilizados na produção de refeições, a orientação sobre a prática do plantio de mudas e o passo a passo de como criar uma horta com materiais recicláveis.

Nesta segunda (10), serão desenvolvidas ações voltadas ao incentivo de hábitos de vida saudáveis – higiene dos alimentos, higiene pessoal e do ambiente, com explanação sobre o assunto pelas estagiárias dos Rps e distribuição de fôlderes. A terça (11) será dedicada ao Dia da Criança, com atividades lúdico-informativas, entrega de sacolinha com gravuras para colorir, lápis de cor e guloseimas e, para encerrar, a distribuição de salada de frutas, para estimular o consumo de alimentos saudáveis.

No último dia (14), haverá aferição de pressão arterial, avaliação e orientação nutricional, informações sobre como fazer plantio de mudas, como criar horta com materiais recicláveis, orientações sobre o consumo de hortaliças e distribuição de folder sobre a importância nutricional dos alimentos que serão exibidos na horta. Será realizado ainda sorteio de recipientes com mudas de manjericão, salsa, coentro, hortelã grosso e fino, pimenta, couve e uma exposição dos alimentos oriundos da agricultura familiar utilizados na produção de refeições dos Restaurantes Populares.

RP

Realizado pela Superintendência de Inclusão e Segurança Alimentar da SJDHDS, o evento nos Restaurantes Populares na capital baiana tem a parceria da Empresa Nova Cozinha Alimentação & Serviços Ltda, do Centro Profissional de Enfermagem Ana Nery, Instituto de Saúde São Judas Tadeu, da Escola Técnica de Saúde Maria Pastor, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC).

Contexto

Atualmente, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar no planeta. A previsão é de que até 2050 o número de habitantes do planeta ultrapasse os 9 bilhões. Segundo cálculos da FAO, a produção global de alimentos vai precisar crescer até 60% para atender essa nova demanda. Além disso, os agricultores familiares e pequenos produtores, que produzem a maioria dos alimentos consumidos, estão entre os mais afetados por temperaturas mais altas, secas e desastres relacionados à mudança do clima.

No Brasil, a agricultura familiar é constituída por pequenos e médios produtores, representando a imensa maioria de produtores rurais. São cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos, dos quais 50% no Nordeste. O segmento detém 20% das terras e responde por 30% da produção global. Em alguns produtos básicos da dieta dos brasileiros, os agricultores familiares são responsáveis por aproximadamente 40% do valor bruto da produção agropecuária, 80% das ocupações produtivas agropecuárias e parcela significativa dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, como o feijão (70%), a mandioca (84%), entre outros produtos.

“Segundo a FAO, a segurança alimentar pode ser prejudicada em três pontos – disponibilidade, acesso e estabilidade do suprimento. Portanto, o tema desde ano é oportuno porque precisamos despertar na população uma preocupação ambiental que efetivamente resulte em ação”, salienta Jane.

Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS)