Bolsonaro na votação do impeachment. Imagem: Folhapress.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou ontem (28) processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ele é acusado de fazer apologia à tortura durante o voto a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
Na ocasião, no dia 17 de abril de 2016, Bolsonaro dedicou seu voto ao coronel reformado Brilhante Ustra, primeiro militar reconhecido como torturador pelo Judiciário. Ao homenageá-lo, o parlamentar disse que Ustra foi o “terror” de Dilma, vítima de tortura do regime militar instaurado em 1964.
O processo pode resultar na cassação do mandato. Nessa terça-feira Bolsonaro se defendeu. “O assunto, por demais conhecido, foi a referência que fiz ao Cel Brilhante Ustra ao proferir meu voto na sessão de impeachment da Presidente Dilma e que, certamente, não deverá motivar qualquer sanção, já que se trata de opinião de parlamentar, proferida em plenário da Câmara dos Deputados”, afirmou.
Além desse caso, Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal, sob a acusação de incitar o crime de estupro