Óleo de coco é tido por muitos como quase milagroso, mas a ciência mostra que não é bem assim
Óleo de coco é tido por muitos como quase milagroso, mas a ciência mostra que não é bem assim

Um óleo vegetal que previne doenças cardiovasculares, e neurodegenerativas, é bom para o cabelo, para a higiene e ainda ajuda a emagrecer. Se você pensou em óleo de coco, acertou, mas também errou, já que nenhum desses benefícios é real.

Sociedades médicas brasileiras têm tentado desmistificar o falso milagre do momento: as funções terapêuticas do óleo de coco.

Na semana passada, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) se posicionou contra a prescrição do óleo como terapia para emagrecer.

Antes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) já haviam divulgado, em conjunto, um posicionamento contrário à utilização do óleo de coco para a perda de peso.

As duas sociedades afirmavam que não havia qualquer evidência científica ou mecanismos fisiológicos para a associação entre o tão falado óleo e o emagrecimento.

OK, não afeta o peso, mas evita um monte de doenças e faz bem para a saúde, certo? Mais uma vez, não.

O posicionamento da Abran também fala sobre as outras propriedades supostamente milagrosas do óleo.

De forma geral, o óleo de coco não possui ação antibacteriana -e tem muita gente que usa o óleo para higiene. Os estudos foram realizados in vitro e não são conclusivos. Portanto, o produto não deve ser indicado para este fim.