Encontro reuniu representantes da Embasa, prefeitura, Inema e MPE. Imagem: Benedito Simões.
Na sexta-feira (29), a crise hídrica de Ilhéus foi tema de reunião entre representantes da Embasa, do Ministério Público do Estado da Bahia, do Inema e da prefeitura.
O MPE manifestou preocupação com os dezoito barramentos que retêm parte da água da Barragem do Iguape, usada pela Embasa para abastecer partes de Ilhéus. “Precisamos apurar a legalidade e a natureza dessa atuação. Na situação de escassez em que se encontra a barragem, a prioridade é o abastecimento humano e a dessedentação de animais, como determina a legislação; entretanto, precisamos ter a sensibilidade necessária para considerar as atividades econômicas e a manutenção dos empregos, por conta da atual conjuntura”, explicou a promotora Aline Salvador.
O gerente regional da Embasa, Danilo Fontes, falou sobre as medidas adotadas pela estatal. “Além da ampliação do racionamento e de sensibilizações junto à população para economizar água, reforçamos o abastecimento em pontos onde a água está com mais dificuldade de chegar, direcionando parte da produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Pontal para a ETA Centro e implantando um novo equipamento para bombear água na Avenida Soares Lopes, o que vai auxiliar na distribuição de água para as partes mais elevadas da cidade”.
Prefeitura e Inema vão analisar as licenças e outorgas relacionadas com a represa do Iguape. O grupo também decidiu programar visitas aos mananciais usados para o abastecimento da cidade. A próxima reunião será na segunda quinzena de maio.