
Júri popular julga 4 acusados no envolvimento da morte de radialista acontece em Eunápolis
Mais de 20 anos após a morte de um radialista no município de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, quatro acusados de serem os mentores do crime estão sendo julgados em júri popular. A sessão começou na segunda-feira (14) e a expectativa é de que o resultado saia nesta terça-feira (15).
O julgamento ocorre no Fórum Albiani. Os quatro réus são o ex-prefeito de Eunápolis, Paulo Dapé, o atual vereador Valdemir Batista Oliveira, o bancário Antônio Oliveira Santos e a ialorixá Maria Sindoiá.
Os quatro réus foram denunciados pelo o autor dos disparos, o ex-policial militar Paulo Sérgio Lima, que já cumpriu pena pelo assassinato. Na época, Paulo Dapé era prefeito de Eunápolis e os outros três eram funcionários comissionados da prefeitura.
A partir da denúncia do atirador, todos os citados foram acusados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de envolvimento na morte do radialista, que apresentava na época um programa que fazia críticas à gestão municipal.
O radialista foi morto a tiros no dia 9 de outubro de 1997, quando passava perto da Feira do Bueiro, indo para o trabalho. Ele estava com o filho, que era menor de idade, quando dois homens em uma moto se aproximaram e atiraram.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/X/B/3lasUvRwq6yBvscY9z9Q/radialista1.jpg)
Radialista Ronaldo Santana foi morto em outubro de 1997 (Foto: Reprodução / TV Santa Cruz)
“O fato deles estarem colocados como réus significa que já houve uma imputação criminal, ao longo do processo, contra essas pessoas. Então, o que o julgamento vai avaliar é se realmente a imputação feita pelo Ministério Público é uma imputação verdadeira ou falsa segundo o convencimento dos jurados”, explica o promotor do MP-BA, Luís Ferreira Neto.















/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/u/q/4PhNq6T5AdHLiKH4X6Jw/radialista2.jpg)
