Elmarizia conta que a filha passou por uma cirurgia para colocar um aparelho na garganta para respiração e também tem febre constante. Logo após o acidente, ela chegou a precisar de doação de sangue e recebeu ajuda.
Na próxima quinta-feira (29), um boletim médico deve atualizar o estado de saúde da jovem e indicar se ela irá precisar de novas doações.
O delegado responsável pelo caso, Irineu Alves, diz que aguarda laudos periciais do local do acidente para concluir o inquérito e indiciar o marido dela por tentativa de feminicídio.
Carlos Alexandre Rocha, de 24 anos, se apresentou à polícia acompanhado de um advogado 48 horas após o atropelamento, o que evitou o registro do flagrante. O marido disse à polícia que a vítima pulou do veículo e que o atropelamento posterior seria acidental.
A mãe da vítima diz que Kaleane começou a namorar com Carlos aos 13 anos e que, desde então, eles moram juntos. Elmarizia acrescenta que a filha estava querendo se separar e que o companheiro dela era ciumento e agressivo.
“Ele sempre ciumava muito dela. O pessoal comentava que ele judiava dela, agredia, puxava o cabelo e sempre ameaçava. Eu não via, porque moramos um pouco longe uma da outra” , contou a mãe.
O caso ocorreu a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade de Itapetinga, também no sudoeste baiano. O delegado Ireneu Alves Andrade disse que “todas as evidências apontam que se trata de uma tentativa de feminicídio”. O namorado desconfiava de uma suposta traição.
Segundo o delegado, informações colhidas no local do atropelamento apontam que o rapaz chamou a vítima para sair e que, quando o veículo passava pelo Km 3 da BA-130, após uma discussão, a namorada teria pulado do carro em movimento.