“É preciso dar visibilidade a esse equívoco cultural que a gente tem no Brasil, essa distorção de que estudo e esporte não são compatíveis, e de que quanto maior o nível de sua performance esportiva, mais distante você fica da escola e da universidade”, disse Cabral. “O atleta universitário absorve a cultura esportiva, absorve conhecimento e depois se torna um cidadão forjado com esses valores”, acrescentou.
Com a participação de 26 estados e do Distrito Federal, o evento ocorreu entre 3 e 12 de novembro, e foi a primeira grande competição da CBDU depois do ciclo de eventos internacionais que terminou na Paralimpíada do Rio de Janeiro.
Segundo Cabral, a partir de agora, há uma tendência de redução de recursos privados no patrocínio esportivo, o que ocorreu em outros países que sediaram olimpíadas. Nesse cenário, o esporte universitário só poderá crescer se for entendido como um produto diferente pelas empresas, na avaliação do presidente da confederação. “Temos esporte com excelência, com qualidade e com os principais atletas do Brasil, mas com um diferencial: com pessoas que serão formadoras de opinião.”
Entre as estratégias para chamar a atenção dos patrocinadores para o esporte universitário estão parcerias internacionais, como a assinada em um protocolo de intenções com a Federação Africana de Esporte Universitário (Fasu).














