Imoral: Auditoria aponta que a CENOE tinha só dois médicos e falso oftalmo. Mais denuncias. Todo dia uma e nada acontece
Mais um escândalo envolvendo a Cenoe.
O relatório da auditoria do Ministério da Saúde descobriu que a Cenoe tinha 8 médicos, porém não apresentou escala de serviço, contrato ou outros documentos que comprovassem vínculos com a empresa e as participações dos mesmos no atendimento.
Os prontuários só mostram dois deles. 100% dos prontuários foram rejeitados pelo Ministério por não conter dados e assinatura dos pacientes, o que impossibilitou assegurar que as assinaturas ali registradas eram daqueles pacientes.
O relatório mostra que a Cenoe ficou sem a equipe mínima necessária por mais de um ano. Nestes 4 anos, o atendimento para pacientes com glaucoma foi feito por apenas dois médicos, em dois dias da semana, com carga de 12h semanais. Com isso, só poderia ter atendido 211 pessoas por mês.
Entretanto, diz a auditoria do Ministério da Saúde, “o Cenoe apresentou uma produção média de 619 consultas/mês de 2014 a 2017. Ressalta-se que a clinica não dispõe de escala mensal de atendimento médico”.
Falso oftalmo
Durante 4 anos, a diretoria técnica foi de Antonio Nogueira Formiga, que se anuncia como oftalmologista mas nunca teve esta especialidade. Por sinal, isso é crime de falsidade ideológica. Só em março de 2017 a clínica empossou um oftalmo de verdade, Elísio Bueno Machado Filho.
A Clínica Cenoe também mostrou irregularidades graves no uso de colírios. Ela cobrou por 27.650 entre 2014 e 2017, mas não seguiu os procedimentos corretos, que mandam aplicar colírios de 1ª linha em 70% dos pacientes. Ao invés, só usou em 3%.
A maioria dos pacientes, 81%, foi tratada com “associações medicamentosas”, o que pode ter prejudicado e mesmo tirado a visão desses pacientes, se é que foram tratados, já que não há documentos que provem nem os exames nem os tratamentos na quantidade cobrada pela Cenoe.
Veja os relatórios neste link e neste aqui.















