CDL de Ilhéus repudia feira itinarante: A Feira é conhecida como“Feira do Brás”
A oscilação da economia tem colocado em risco o futuro dos lojistas em todo o país, e aqui em Ilhéus, em meio a essa situação preocupante, os comerciantes tiveram mais um problema este fim de semana. Eles estão indignados com a realização de uma feira itinerante conhecida como “Feira do Brás”, na APCEF – Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal, na BA 001, início da rodovia Ilhéus – Olivença.
Mais de 30 comerciantes do Brás, em São Paulo, montaram barracas e venderam os mais variados produtos por preços bem mais baixos do que os praticados no mercado local. Para o presidente em exercício da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ilhéus, Clóvis Júnior, esta feira representa uma afronta aos comerciantes do município. “Somos nós quem geramos empregos, pagamos uma alta carga tributária o ano inteiro, e obviamente, pra cumprir com tantas obrigações não temos como concorrer de forma leal com essas pessoas que chegam, montam suas barracas, e depois simplesmente, vão embora. Não contribuem em nada pra riqueza do nosso município”, explicou.
Clóvis disse ainda que buscou informações junto à Secretaria de Indústria e Comércio do Município, e foi informado de que a Secretaria não liberou o alvará de funcionamento da Feira. “É responsabilidade da nossa diretoria defender, orientar e representar os legítimos interesses da CDL e dos associados frente aos poderes públicos. Queremos deixar claro nosso repúdio e dizer que temos a certeza de que a autorização não partiu do Secretário de Indústria e Comércio, Roberto Garcia, pois tal postura não estaria de acordo com o respeito que ele tem pela cidade e pelo comércio”, disse Clóvis.
A diretoria da CDL de Ilhéus e os comerciantes, disseram que não aceitarão mais esse tipo de evento que contraria a legislação municipal. “Vamos nos esforçar no que for da nossa competência, pra evitar esse tipo de feira itinerante que em nada beneficia o nosso município. Provoca sim queda nas vendas do comércio local, gerando desemprego e até o fechamento de empresas”, concluiu.















