

Encontro na sede do partido debateu o fortalecimento da legenda nas próximas eleições
Para um público aproximado de 150 pessoas, somadas as que participaram online, a plenária convocada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA) discutiu a defesa da implantação das bandeiras do Partido dos Trabalhadores nos programas de governos da legenda.
Realizado na noite desta quinta-feira (6), na sede do partido, no Rio Vermelho, em Salvador, o encontrou reuniu o presidente e o vice-presidente estaduais do PT, Tássio Brito e Edízio Nunes, respectivamente, além dos postulantes às vagas da Assembleia Legislativa da Bahia.
Entre os candidatos a deputados e deputadas estaduais presentes, estavam o ex-prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro, Adriana da Enfermagem, Pinheiro, Carol da Pitanguinha e Ana Carolina, presidente do PT de Salvador.
“O que precisa ficar claro é que não se trata de entrar em conflito com nossos governos, mas disputar o protagonismo para que programas do PT nas gestões estadual e federal sejam implantados em forma de políticas públicas para a população”, explicou Solla.
Como exemplo, Solla citou bandeiras históricas do partido como defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), valorização do salário mínimo, redução da jornada de trabalho, Minha Casa Minha Vida, educação em tempo integral, Bolsa Família, justiça fiscal, democratização do ensino superior, cotas para negros, mulheres e população LGBTQIAPN+, entre outras.
Já o presidente estadual do PT, Tássio Brito, ressaltou que, apesar de o PT ter ganhado cinco eleições nacionais e seis estaduais no âmbito do poder Executivo, percebe-se um certo receio dos mandatários em externar publicamente as pautas defendidas pelo partido.
“A questão da reforma agrária, por exemplo, parece que virou um tabu nos nossos governos para não melindrar o pessoal do agro. Mas toda vez que o presidente Lula tensiona a favor das pautas alinhadas com os interesses da sociedade, ele ganha em popularidade”, observa.
Em complemento, Solla acrescentou que, mesmo o PT tendo vencido para comandar o poder Executivo, são os partidos derrotados que, alinhados com a elite econômica do país, querem impor um programa de austeridade com cortes de investimentos em prejuízo da sociedade.
“Falam ‘o governo do PT”, mas não é, porque nossas administrações acomodam diversos partidos que compõem a gestão pública. Se as elites econômicas e os partidos de coalizão não abrem mão da disputa por espaço, por que o PT tem que fazer?”, questionou Solla.
Por fim, o deputado reafirmou a importância de ampliar a base de sustentação dos governos nas casas legislativas. “A população precisa entender que o Executivo depende do Legislativo para avançar nas pautas benéficas a ela. Eleger o parlamento é coisa séria e muita gente nem lembra em que votou para deputado nas últimas eleições”, concluiu.












