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Luciana Yara Carqueija Tupinambá, uma das professoras no Programa Manoel Querino em Ilhéus, é selecionada para participar da 5ª edição da Feira Artesanato da Bahia – Edição Indígena, em Salvado



 

 

A artesã ilheense Luciana Yara Carqueija Tupinambá conquistou o primeiro lugar no processo seletivo da Feira Artesanato da Bahia – Edição Indígena, garantindo presença em um dos mais relevantes espaços de valorização da cultura indígena no Estado. O resultado não apenas a destaca entre os nomes escolhidos, mas reafirma a força de uma produção artesanal que carrega identidade, memória e tradição.

A feira integra a programação da 5ª edição do Abril do Artesanato Indígena 2026, que acontece entre os dias 24 e 26 de abril, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC), em Salvador. Reunindo cerca de 30 artesãos de diferentes etnias, o evento vai além da comercialização de peças, é um espaço de encontro, troca e visibilidade. Nesse cenário, a presença de Luciana amplia o alcance da cultura Tupinambá de Ilhéus e reafirma seu protagonismo.

A trajetória que leva Luciana até esse reconhecimento também se conecta com sua atuação na formação de novos artesãos. A artesão será uma das instrutoras da oficina de Artesanato Cultural no Projeto Ilhéus Rural Produtiva, dentro do Programa Manoel Querino em Ilhéus, executado pela ABIR (Associação Bariátrica de Ilhéus e Região), em uma parceria com o Grupo Paranã.

Nesse papel, ela não apenas ensina técnicas, mas compartilha experiências e saberes que atravessam gerações, aproximando tradição e oportunidade. Mais do que capacitar, a proposta busca transformar, fazendo dos conhecimentos tradicionais uma porta concreta para geração de renda e autonomia. Com foco na população da zona rural, a qualificação parte da realidade do território, valoriza práticas locais e reconhece o que já existe nas comunidades como ponto de partida para criar novos caminhos.

Com a estrutura e a representatividade da ABIR e a coordenação de Laudicéia Carvalho e do professor Emenson Silva, o programa pretende alcançar centenas de jovens e mulheres dos distritos e comunidades rurais. O objetivo é criar oportunidades reais de mudança de vida a partir da qualificação.

Assim, o Programa Manuel Querino busca se consolidar como uma estratégia de inclusão produtiva com base territorial e para isso, conta com professores que realmente conhecem a realidade local e as demandas da população, em especial o grupo atendido e contar com mentores como Luciana, é poder abrir caminhos para quem historicamente teve pouco acesso a políticas públicas, o projeto aposta na cultura e no trabalho como instrumentos de transformação.

A conquista de Luciana, portanto, vai além do reconhecimento individual. Ao chegar à feira como destaque, ela leva consigo não só sua história, mas também o potencial de um projeto que aposta nas pessoas, no território e na força do conhecimento tradicional.

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