

Formação do Eixo Economia 4.0 mostra como a tecnologia acessível pode abrir novas oportunidades profissionais e fortalecer o desenvolvimento comunitário
O que para muitos é apenas um aparelho de comunicação ou entretenimento pode se tornar uma importante ferramenta de trabalho e geração de renda. É com essa proposta que o Curso de Audiovisual do Projeto Ilhéus Rural Produtiva vem sendo realizado na comunidade do Banco do Pedro, levando aos participantes conhecimentos práticos sobre produção de conteúdo digital, uso de ferramentas tecnológicas acessíveis e possibilidades de empreendedorismo por meio da economia criativa. A formação integra o Eixo Economia 4.0, que busca aproximar a tecnologia da realidade das comunidades, mostrando como os recursos já disponíveis no cotidiano podem contribuir para a transformação de vidas.

As atividades têm como objetivo apresentar caminhos possíveis para que os participantes utilizem o audiovisual e as redes sociais não apenas como espaços de consumo de conteúdo, mas também como instrumentos de produção, comunicação e geração de renda. A proposta parte da realidade dos próprios alunos, demonstrando que equipamentos simples e acessíveis podem ser suficientes para iniciar uma trajetória profissional na criação de conteúdo digital e na valorização dos saberes e potencialidades locais.
Como parte das atividades desenvolvidas nesta semana, a turma contou com a participação da influenciadora digital Bárbara Carvalho, que apresentou sua experiência na produção de conteúdos para plataformas de vídeos curtos e compartilhou possibilidades de geração de renda por meio da criação digital. Durante os encontros, os participantes conheceram ferramentas gratuitas de produção e edição, além de compreenderem como pequenos criadores podem desenvolver presença digital e acessar oportunidades de monetização a partir de conteúdos produzidos em sua própria realidade.

A formação, entretanto, vai muito além do universo das plataformas digitais. O conteúdo programático prevê temas como criação de cenários, produção audiovisual com equipamentos acessíveis, técnicas de gravação, edição e desenvolvimento de conteúdos voltados para a valorização da própria comunidade. Entre as propostas está a produção de materiais que destaquem os atrativos locais, contribuindo para o fortalecimento do turismo regional, para a divulgação das potencialidades do território e para o reconhecimento da importância dos pequenos criadores de conteúdo na construção da identidade comunitária.
Além da formação técnica, os participantes também recebem conteúdos pedagógicos que integram o Eixo Formação Cidadã, presente em todos os cursos do projeto. Um dos exemplos foi a aula de matemática aplicada à realidade cotidiana, que trabalhou conceitos relacionados à organização financeira, economia doméstica e gestão de pequenos negócios. A proposta é oferecer uma formação mais ampla, que combine qualificação profissional, raciocínio lógico, planejamento financeiro e desenvolvimento de competências essenciais para a autonomia econômica e profissional dos alunos.
“Quando levamos esse tipo de formação para as comunidades, estamos mostrando que as oportunidades podem nascer da realidade de cada pessoa. Muitas vezes, a ferramenta necessária já está em suas mãos. Nosso objetivo é ampliar horizontes, despertar novas possibilidades de geração de renda e demonstrar que conhecimento, criatividade e tecnologia podem caminhar juntos na construção de um futuro melhor para todos os participantes”, destaca Laudicéa Carvalho, coordenadora do Projeto Ilhéus Rural Produtiva.
O Projeto Ilhéus Rural Produtiva integra o Programa Manuel Querino, iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego voltada à qualificação social e profissional de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. Em Ilhéus, as ações são executadas pela Associação Bariátrica de Ilhéus e Região (ABIR), que vem levando cursos e formações para comunidades urbanas e rurais, respeitando as características locais, valorizando saberes territoriais e ampliando as oportunidades de geração de renda.
Por meio do Eixo Economia 4.0, a iniciativa demonstra que a inovação não depende necessariamente de equipamentos sofisticados ou grandes investimentos. Muitas vezes, a transformação começa com aquilo que já está ao alcance das pessoas: um celular, conhecimento qualificado e a oportunidade de enxergar novas possibilidades para construir renda, fortalecer a comunidade e ampliar perspectivas de futuro a partir da própria realidade.














