{"id":8433,"date":"2017-09-16T15:38:14","date_gmt":"2017-09-16T18:38:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/?p=8433"},"modified":"2017-09-16T15:38:14","modified_gmt":"2017-09-16T18:38:14","slug":"cacau-baiano-podera-ganhar-registro-de-indicacao-geografica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/2017\/09\/16\/cacau-baiano-podera-ganhar-registro-de-indicacao-geografica\/","title":{"rendered":"Cacau baiano poder\u00e1 ganhar registro de indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"PostHeaderIcon-wrapper\"><\/h2>\n<div class=\"PostContent\">\n<div id=\"attachment_185919\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cacau-perto-de-ganhar.jpg\" rel=\"attachment wp-att-185919\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-185919\" src=\"http:\/\/www.pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cacau-perto-de-ganhar.jpg\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" srcset=\"http:\/\/www.pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cacau-perto-de-ganhar-300x186.jpg 300w, http:\/\/www.pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cacau-perto-de-ganhar.jpg 540w\" alt=\"Cacau deve ser valorizado com reconhecimento\" width=\"606\" height=\"376\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Cacau deve ter registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica.<\/p>\n<\/div>\n<p>J\u00falia Vign\u00e9 |\u00a0<a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia\/nid\/produtos-baianos-estao-perto-de-ganhar-registro-de-indicacao-geografica\/\" target=\"_blank\">Correio24h<\/a><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Assim como o chocolate da Su\u00ed\u00e7a e o champanhe da Fran\u00e7a, a Bahia busca ser reconhecida pela originalidade de produ\u00e7\u00e3o de tr\u00eas itens: o caf\u00e9 em gr\u00e3o do Oeste, as am\u00eandoas de cacau do Sul, que est\u00e3o avan\u00e7ados no processo, e o charuto do Rec\u00f4ncavo, que iniciou o pedido no ano passado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Associa\u00e7\u00f5es de produtores se reuniram para reivindicar o registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG), concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a cidades ou regi\u00f5es que ganham fama por qualidade e tradi\u00e7\u00f5es de produtos espec\u00edficos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A Bahia j\u00e1 possui o reconhecimento para as uvas de mesa e manga do Vale do Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco e para a cacha\u00e7a de Aba\u00edra, que conquistaram o t\u00edtulo em 2009 e 2014, respectivamente.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\"><!--more--><\/p>\n<div class=\"PostContent\">\n<p class=\"bodytext\">Nesta quarta-feira (13), foi lan\u00e7ada a nova vers\u00e3o do Mapa das Indica\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas do Brasil, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em parceria com o INPI. Ao todo, 53 produtos brasileiros s\u00e3o reconhecidos com a indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. A conquista das IGs podem alavancar as vendas de determinado local, ao posicionar o produto como \u00fanico. \u00c9 o caso das cacha\u00e7as de Aba\u00edra, que aumentaram suas vendas em cerca de 60% ap\u00f3s o t\u00edtulo de exclusividade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O caf\u00e9 em gr\u00e3os do Oeste, presente principalmente em Barreiras, Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, S\u00e3o Desid\u00e9rio e Cocos, que movimenta R$ 192 milh\u00f5es anualmente com a venda de 24 milh\u00f5es de quilos de caf\u00e9, \u00e9 um exemplo de produto que possui caracter\u00edsticas de solo, clima, culturais e hist\u00f3ricas \u00fanicas e que, por isso, tenta ganhar o reconhecimento com a Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica por Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia, que reconhece o local que produz determinado produto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O diretor explica que n\u00e3o ter chuvas no per\u00edodo de colheita do caf\u00e9, que \u00e9 realizado anualmente, e ter 100% de mecaniza\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o faz com que a qualidade dos caf\u00e9s da regi\u00e3o do Oeste seja melhor. Maia ainda explica que a busca pela IG fez com que os 27 cafeicultores da associa\u00e7\u00e3o se reunissem e debatessem melhores aspectos para o produto, buscando ter 100% do processo igual. A associa\u00e7\u00e3o espera alavancar as vendas com o reconhecimento, mas n\u00e3o tem estimativa do impacto financeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cN\u00f3s temos um caf\u00e9 de alta tecnologia. Nenhum lugar do mundo produz o que temos aqui. N\u00f3s ainda temos o compromisso com a quest\u00e3o ambiental, de preservar os rios e produzir na \u00e1rea plana, o que \u00e9 outro diferencial nosso. Essa busca faz com que os envolvidos na produ\u00e7\u00e3o tenham uma maior organiza\u00e7\u00e3o e que a qualidade melhore\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>AM\u00caNDOAS DE CACAU DO SUL DA BAHIA<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m do caf\u00e9, a Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia busca o reconhecimento para as am\u00eandoas de cacau da regi\u00e3o, presente em 83 munic\u00edpios em uma \u00e1rea de aproximadamente 61.460 km\u00b2, principalmente em Ilh\u00e9us, Itabuna, Camacan e Belmonte. Os dois pedidos j\u00e1 est\u00e3o avan\u00e7ados no INPI.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um dos fundadores do projeto e dono dos chocolates Maltez, Jos\u00e9 Maltez explica que os produtores de cacau buscam destacar o produto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Maltez explica que n\u00e3o h\u00e1 uma estimativa espec\u00edfica de ganho, mas que os produtores t\u00eam conhecimento que o selo de qualidade destaca o produto. \u201cQuando se recebe o selo, quer dizer que o produto tem uma qualidade superior. E \u00e9 esse o reconhecimento que n\u00f3s queremos ter\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>TABACO DO REC\u00d4NCAVO<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com projeto mais recente, o Sindicato da Ind\u00fastria do Tabaco do Estado tamb\u00e9m busca reconhecimento ao charuto produzido no Rec\u00f4ncavo baiano. Presidente da entidade, Ana Cl\u00e1udia das Merc\u00eas afirma que busca aumentar em 20% a produ\u00e7\u00e3o anual de charuto nos dois primeiros anos com o selo. Atualmente,\u00a0a produ\u00e7\u00e3o anual \u00e9 de 15 milh\u00f5es de unidades.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O documento de pedido de denomina\u00e7\u00e3o de origem foi depositado no INPI em fevereiro deste ano. O prazo de primeira resposta \u00e9 de oito meses. O supervisor de produ\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica Menendez Amerino, Joaquin Menendez, explica que o pedido busca estabelecer a diferen\u00e7a do fumo produzido na Bahia para os outros lugares.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cO sabor, aroma, paladar e a forma de fazer do fumo produzido na Bahia \u00e9 \u00fanico, n\u00e3o h\u00e1 outro igual no mundo\u201d, disse Menendez, que explicou que a qualidade varia de acordo com o solo, o microclima, o \u00edndice pluviom\u00e9trico, entre outras caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>PROPRIEDADE INDUSTRIAL<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O chefe da divis\u00e3o de exame t\u00e9cnico de identifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Pablo Regalado, explica que o registro \u00e9 produzido pelo governo federal para expandir os produtos do Brasil, para que o consumidor fa\u00e7a a liga\u00e7\u00e3o dos produtos \u00e0s \u00e1reas geogr\u00e1ficas que s\u00e3o produzidas, assim como a \u00e1rea do champanhe, da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201c\u00c9 importante que os produtores atinjam esse trabalho de expandir o produto junto ao mercado, mostrar a import\u00e2ncia desse reconhecimento e se torne conhecido por desenvolver esse produto\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Regalado explica que n\u00e3o existe uma m\u00e9dia de tempo em que os produtos conseguem o reconhecimento frente ao instituto. \u201cCada caso \u00e9 um caso. J\u00e1 tivemos grupos que vieram com todos os documentos e conseguiram a certifica\u00e7\u00e3o em nove meses. Existem outros que demoram anos\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas produtos que ainda precisam ser aprovados pelo \u00f3rg\u00e3o, \u201co caf\u00e9 em gr\u00e3o e as am\u00eandoas de cacau est\u00e3o em fase de an\u00e1lise, com exig\u00eancia de algumas informa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O instituto n\u00e3o realiza uma busca ativa de produtos que possam vir a\u00a0ser reconhecidos com o selo de identifica\u00e7\u00e3o. Associa\u00e7\u00f5es e sindicatos ligados aos itens procuram o INPI demonstrando o interesse em obter o selo. Uma lista de documentos \u00e9 necess\u00e1ria, como a descri\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas do produto, delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea geogr\u00e1fica, comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, entre outros, que est\u00e3o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inpi.gov.br\/menu-servicos\/indicacao-geografica\/documentos-necessarios-para-pedido-de-ig\" target=\"_blank\">dispon\u00edveis no site do INPI<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cacau deve ter registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica. 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