{"id":23337,"date":"2020-03-10T10:41:22","date_gmt":"2020-03-10T13:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/?p=23337"},"modified":"2020-03-10T10:41:22","modified_gmt":"2020-03-10T13:41:22","slug":"fabricacao-e-venda-de-produtos-derivados-da-cannabis-entram-em-vigor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/2020\/03\/10\/fabricacao-e-venda-de-produtos-derivados-da-cannabis-entram-em-vigor\/","title":{"rendered":"Fabrica\u00e7\u00e3o e venda de produtos derivados da cannabis entram em vigor"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"post-image\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2020-03\/comercializacao-de-produtos-derivados-da-cannabis-entra-em-vigor#\"><img loading=\"lazy\" id=\"media-97784\" class=\"rounded-lg shadow-sm w-100\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o \/ Pol\u00edcia Federal\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vmo939bp4dAyQemJvAC56nWZuTM=\/1170x700\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/folha_maconha_divulgacao_policia_federal.jpg?itok=AUXEK5z3\" alt=\"Segundo a ag\u00eancia reguladora, a inclus\u00e3o n\u00e3o altera as regras para importa\u00e7\u00e3o de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha.\" width=\"433\" height=\"259\" \/>\u00a9 Divulga\u00e7\u00e3o \/ Pol\u00edcia Federal<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-1100 alt-font text-center\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\"><span class=\"badge badge-pill badge-primary\">Sa\u00fade<\/span><\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Entra em vigor hoje (10) a resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) que regulamenta a fabrica\u00e7\u00e3o, a importa\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos derivados da\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0para fins medicinais. A norma foi aprovada em dezembro do ano passado. A \u00edntegra est\u00e1 dispon\u00edvel no\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.anvisa.gov.br\/documents\/10181\/5533192\/RDC_327_2019_.pdf\/db3ae185-6443-453d-805d-7fc174654edb\" target=\"_blank\"><em>site\u00a0<\/em>do \u00f3rg\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>O produto estar\u00e1 dispon\u00edvel somente em farm\u00e1cias sem manipula\u00e7\u00e3o e em drogarias. Para a compra, o paciente dever\u00e1 ter uma receita fornecida exclusivamente por um m\u00e9dico. Os produtos devem ter teor de THC de at\u00e9 0,2%. Acima desse patamar, o uso s\u00f3 poder\u00e1 ser prescrito a pacientes terminais que tenham esgotado outras formas de tratamento visando a cuidados paliativos.<\/p>\n<p>A entrada no mercado s\u00f3 poder\u00e1 ocorrer mediante autoriza\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia, que avaliar\u00e1 os pleitos de laborat\u00f3rios e empresas com vistas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea e fornecer\u00e1 uma autoriza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, e n\u00e3o um registro, permitindo a oferta.<\/p>\n<p><em>Cannabis<\/em>\u00a0\u00e9 um elemento encontrado nas plantas de maconha. Os produtos derivados n\u00e3o ser\u00e3o considerados medicamentos, mas uma categoria espec\u00edfica. A resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa abriu perspectivas de comercializa\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias, demandadas para o tratamento de doen\u00e7as neurol\u00f3gicas diversas, da dor cr\u00f4nica ao parkinson.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Elas n\u00e3o s\u00e3o consideradas medicamentos porque, segundo a Anvisa, \u201cn\u00e3o h\u00e1 dados suficientes para a comprova\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e qualidade da maior parte dos produtos obtidos\u201d. Por isso, a libera\u00e7\u00e3o se deu levando em considera\u00e7\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre o emprego desses elementos em tratamentos em outros pa\u00edses, como Alemanha, Estados Unidos, Canad\u00e1 e Israel.<\/p>\n<p>O uso de medicamentos derivados de\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0j\u00e1 pode ser solicitado \u00e0 Anvisa desde 2016, mas a an\u00e1lise se d\u00e1 caso a caso e demanda a aquisi\u00e7\u00e3o de um produto no exterior, o que encarecia o acesso a esse tipo de terapia. Na resolu\u00e7\u00e3o que entra em vigor hoje, a ag\u00eancia diferencia os produtos dos medicamentos \u00e0 base de\u00a0<em>cannabis<\/em>.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"20200310_cannabisanvisa\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PZ1ikJtqdlePAhhmCg55FLX8ecs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/20200310_cannabisanvisa.jpg?itok=HW3jEMgC\" alt=\"20200310_cannabisanvisa\" width=\"504\" height=\"713\" data-icon=\"\/sites\/all\/modules\/drupal\/lazyloader\/loader\/loader-8.gif\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Anvisa orienta uso de produtos derivados da Cannabis para fins medicinais &#8211;\u00a0<strong>Anvisa<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Exig\u00eancias<\/h2>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria ser\u00e1 fornecida apenas para subst\u00e2ncias de aplica\u00e7\u00e3o pelas vias nasal e oral. N\u00e3o cabem a\u00ed, por exemplo, aquelas de consumo sublingual ou por inala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o veda a comercializa\u00e7\u00e3o do que chama de \u201cforma de droga vegetal da planta ou suas partes, mesmo ap\u00f3s processo de estabiliza\u00e7\u00e3o e secagem, ou na sua forma rasurada, triturada ou pulverizada, ainda que disponibilizada em qualquer forma farmac\u00eautica\u201d. Tamb\u00e9m s\u00e3o proibidos cosm\u00e9ticos, cigarros e outros fum\u00edgenos e alimentos \u00e0 base de\u00a0<em>cannabis<\/em>.<\/p>\n<p>Para solicitar, a empresa deve ter autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento da Anvisa, podendo ser nacional ou internacional. Em caso de importa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 necess\u00e1rio comprovar que o produto \u00e9 legalizado no pa\u00eds de origem, com documento da autoridade competente local.<\/p>\n<p>Firmas nacionais ficam impedidas de promover o cultivo no Brasil, podendo, em vez disso, trazer de fora mat\u00e9ria-prima semielaborada para a fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos processados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para integrante da Comiss\u00e3o de Assuntos Regulat\u00f3rios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-integrante do Conselho Nacional de Drogas Rodrigo Mesquita, a nova regula\u00e7\u00e3o consolida o valor medicinal da\u00a0<em>cannabis<\/em>, amplia as possibilidades de acesso por parte dos pacientes e permite que empresas explorem esse mercado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Contudo, o impedimento do cultivo no Brasil dificulta o desenvolvimento de uma ind\u00fastria nacional e de pesquisas com a\u00a0<em>cannabis<\/em>, al\u00e9m de influenciar os custos, uma vez que demanda a importa\u00e7\u00e3o dos\u00a0insumos. \u201cIsso ter\u00e1 impactos bastante percept\u00edveis no pre\u00e7o, pois os extratos brutos dever\u00e3o ser importados para ent\u00e3o serem fabricados aqui. Fica uma cadeia produtiva limitada e dependente de outros mercados, o que afeta o pre\u00e7o final e o acesso\u201d, comenta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a9 Divulga\u00e7\u00e3o \/ Pol\u00edcia Federal Sa\u00fade Entra em vigor hoje (10) a resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) que regulamenta a fabrica\u00e7\u00e3o, a importa\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos derivados da\u00a0cannabis\u00a0para fins medicinais. A norma foi aprovada em dezembro do ano passado. A \u00edntegra est\u00e1 dispon\u00edvel no\u00a0site\u00a0do \u00f3rg\u00e3o. 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