{"id":12635,"date":"2018-02-13T09:51:23","date_gmt":"2018-02-13T12:51:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/?p=12635"},"modified":"2018-02-13T09:51:23","modified_gmt":"2018-02-13T12:51:23","slug":"universidade-dos-eua-aprova-uso-de-cachorros-em-terapia-intensiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ilheusnoticias.net.br\/v1\/2018\/02\/13\/universidade-dos-eua-aprova-uso-de-cachorros-em-terapia-intensiva\/","title":{"rendered":"Universidade dos EUA aprova uso de cachorros em terapia intensiva"},"content":{"rendered":"<div id=\"content-header\"><\/div>\n<div id=\"content-area\">\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system block-odd clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<article id=\"node-1108289\" class=\"node node-noticia node-odd\">\n<div class=\"content\">\n<p>Introduzir c\u00e3es adestrados com fins terap\u00eauticos nas unidades de tratamento intensivo (UTIs) dos hospitais pode aliviar o dano f\u00edsico e emocional dos pacientes de uma maneira substancial e segura, segundo especialistas m\u00e9dicos da Johns Hopkins University.<\/p>\n<p>Em artigo publicado na revista\u00a0<em>Critical Care<\/em>, os especialistas defendem a conveni\u00eancia do uso desses cachorros n\u00e3o somente para ajudar pacientes cujo estado n\u00e3o tem gravidade, \u00e0 luz dos resultados de um programa piloto desenvolvido em 2017 na UTI do hospital da Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m recomendam a outros hospitais testar estas &#8220;interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\"content-area\">\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system block-odd clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<article id=\"node-1108289\" class=\"node node-noticia node-odd\">\n<div class=\"content\">\n<p>Dale Needham, professor de Medicina e de Reabilita\u00e7\u00e3o e Medicina F\u00edsica na Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University, ressaltou que um animal de estima\u00e7\u00e3o pode ajudar pessoas<br \/>\ninternadas na UTI a se tornarem ativas e a se comprometerem com o objetivo de conseguir sua pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O especialista considera que para os pacientes da UTI seria preciso &#8220;dar-lhes menos rem\u00e9dios e confiar mais nas interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, como a musicoterapia, o tratamento de relaxamento e o tratamento com animais&#8221;.<\/p>\n<p>Os respiradores, os tubos, cateteres e outros dispositivos tecnol\u00f3gicos que costumam ser colocados nos internados na UTI os &#8220;desumanizam&#8221; e &#8220;desmoralizam&#8221;, e a isso se acrescenta o fato de que costumam estarem sedados e prostrados na cama, o que lhes pode causar fraqueza muscular, confus\u00e3o mental, depress\u00e3o, ansiedade e estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico, afirmou Needham.<\/p>\n<p>Os estudos mostram que at\u00e9 80% dos pacientes de UTI sofre de del\u00edrios, confus\u00e3o e \u00e0s vezes alucina\u00e7\u00f5es enquanto est\u00e3o internados e igualmente cada vez h\u00e1 mais evid\u00eancias de que esses problemas se reduzem em pacientes mais ativos e menos medicados.<\/p>\n<p>Por isso, depois de conhecer os resultados positivos conseguidos com a terapia canina na unidade de reabilita\u00e7\u00e3o do hospital, se decidiu adaptar o protocolo para test\u00e1-la na UTI.<\/p>\n<p>Os dez pacientes da UTI que receberam visitas destes c\u00e3es em 2017 tinham idades entre 20 e 80 anos e diagn\u00f3sticos variados.<\/p>\n<p>Cada um destes pacientes recebeu pelo menos uma visita de 20 a 30 minutos durante a sua perman\u00eancia na unidade e em alguns casos essa visita incluiu a presen\u00e7a de um terapeuta f\u00edsico ou ocupacional.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados mostram a partir de uma perspectiva psicol\u00f3gica que os c\u00e3es podem ajudar os pacientes, por exemplo, dando-lhes um motivo para ser mais ativos&#8221;, disse Megan Hosey, professora adjunta de reabilita\u00e7\u00e3o e medicina f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p>O protocolo elaborado por Needham, Hosey e outros especialistas estabelece que, para poder receber as visitas dos c\u00e3es, os pacientes devem estar conscientes e o suficientemente alertas para se relacionar com o animal, n\u00e3o ter risco de infec\u00e7\u00f5es e obviamente estar interessados nessa visita.<\/p>\n<p>Quanto aos c\u00e3es, devem estar registrados no programa Pet Partners, que assegura que tantos os animais como os que cuidam deles est\u00e3o em dia na prepara\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tendo em vista a resposta positiva dos pacientes, a equipe planeja medir em futuras experi\u00eancias se a terapia canina produz mudan\u00e7as na dor, na capacidade respirat\u00f3ria e no estado de \u00e2nimo.<\/p>\n<p>&#8220;Assim que um cachorro entra no quarto \u00e0 espera de que lhe d\u00ea uma palmadinha ou uma guloseima, \u00e9 dif\u00edcil o paciente n\u00e3o resistir e se envolver&#8221;, contou Hosey.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes basta o c\u00e3o se sentar perto da cama, porque constitui uma presen\u00e7a que acalma e carinhosa, aparecendo para melhorar o \u00e2nimo e aliviar a dor, acrescentou a professora.<\/p>\n<p>Hosey disse que, \u00e0 luz dos resultados na Johns Hopkins, outras unidades de tratamento intensivo e outros departamentos nos hospitais deveriam considerar as interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas e associar-se com organiza\u00e7\u00f5es como Pet Partners e Assistance Dogs International que certificam os animais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m deveriam se centrar em pacientes com probabilidades de sucesso e melhoria, n\u00e3o nos que sofrem del\u00edrio ou doen\u00e7as contagiosas.<\/p>\n<p>A terapia com animais \u00e9 &#8220;uma ferramenta num conjunto voltado a tratar a alma e n\u00e3o s\u00f3 o corpo do paciente&#8221;, segundo o artigo assinado tamb\u00e9m por Janice Jaskulski e Stephen Wegener, da Johns Hopkins, e Linda Chlan, da Cl\u00ednica Mayo.<\/p>\n<p><em>* \u00c9 proibida a reprodu\u00e7\u00e3o total ou parcial desse material. Direitos Reservados<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introduzir c\u00e3es adestrados com fins terap\u00eauticos nas unidades de tratamento intensivo (UTIs) dos hospitais pode aliviar o dano f\u00edsico e emocional dos pacientes de uma maneira substancial e segura, segundo especialistas m\u00e9dicos da Johns Hopkins University. 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